Ex-tesoureiro de Barra Mansa é condenado por desvio de R$ 13 mi para apostas em bets
Prefeitura de Barra Mansa Divulgação/Prefeitura de Barra Mansa Um ex-tesoureiro da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Barra Man...
Prefeitura de Barra Mansa Divulgação/Prefeitura de Barra Mansa Um ex-tesoureiro da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Barra Mansa (RJ) foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de peculato-desvio e inserção de dados falsos em sistema de informações. As informações só foram obtidas nesta terça-feira (29). A decisão da 1ª Vara Criminal da comarca da cidade determinou a perda definitiva do cargo público, manteve a prisão preventiva do réu e fixou o valor mínimo de R$ 13 milhões para reparação aos cofres públicos. O ex-servidor respondia ao processo preso desde dezembro de 2025 e teve o direito de recorrer em liberdade negado. De acordo com o processo, as fraudes ocorreram de forma contínua entre 2020 e 2025. Concursado desde 2013 e no cargo de tesoureiro desde 2017, o homem tinha acesso exclusivo às senhas bancárias da pasta. Vídeos em alta no g1 ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Desvios e transferências via Pix Ainda de acordo com a Justiça, ele realizava transferências via Pix de contas ligadas a programas assistenciais — como fundos para idosos, infância e o Restaurante do Povo — para contas próprias, do pai e de terceiros. Para encobrir as fraudes, adulterava extratos bancários impressos, apagando as transações irregulares antes de lançá-los no sistema contábil do município. Apostas online e descoberta do caso Em depoimento, o ex-servidor confessou os desvios e afirmou ter usado o dinheiro público para apostas em plataformas online, na tentativa de recuperar as quantias. A Justiça rejeitou o pedido da defesa de redução de pena por vício em jogos (ludopatia), apontando laudo pericial que atestou plena consciência dos atos cometidos. A Justiça informou que as irregularidades foram descobertas no final de 2025 pelo setor de contabilidade da prefeitura. Ao ser cobrado pelos extratos oficiais, o tesoureiro abandonou o trabalho em 1º de dezembro. Secretários municipais confirmaram os desvios diretamente nos bancos e acionaram a Polícia Civil e o Ministério Público. O réu foi localizado e preso na casa de uma tia pouco depois da denúncia, permanecendo no sistema penitenciário desde então. Ele pode entrar com recurso de apelação, mas não poderá recorrer em liberdade O g1 tenta contato com a defesa do réu e com a Prefeitura de Barra Mansa. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul